Num contexto em que todos vivemos que mais parece de uma perversa fábula de ficção científica, acaba por ser incrível a alteração dramática de sentimento económico/mercado em apenas dois meses e meio desde o início de 2020. Se no início do ano a “eterna” história que suportou o rally de 10 anos do mercado de acções em torno de uma ampla liquidez e baixas taxas de juro, a que se acrescentava uma expectável recuperação cíclica da China e da Europa em resultado da suavização das tensões comerciais Sino-Americanas, os dias que correm são marcados por uma forte incerteza e volatilidade. Observámos o “colapso” dos activos financeiros e com o mundo mergulhado num lockdown disfuncional sem precedentes, de forma a tentar conter a imparável propagação epidemiológica Leste-Oeste do Corona Vírus. Esta representa a maior ameaça à saúde pública mundial, provavelmente desde a eclosão da grande Gripe Espanhola, a qual de forma sinistra celebra precisamente 100 anos desde a sua extinção em 2020 (esta é uma daquelas sórdidas coincidências que todos dispensávamos). Perante este shift dramático de eventos, importa tentar perceber, mesmo com um nível de incerteza sem precedentes, qual será a trajectória da economia mundial nos próximos 6-12 meses. Estaremos a caminho de uma recessão ou depressão?
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