José Marques, Director, Retirement da Willis Towers Watson, estará de olho nos próximos passos tomados pelo Irão e pelos EUA no no seguimento do assassinato de Qasem Soleimani.
(O contributo desta semana é da autoria de José Marques, Director, Retirement da Willis Towers Watson)
Os próximos passos a serem tomados pelo Irão e EUA, no seguimento do assassinato de Qasem Soleimani, certamente influenciarão o desenvolvimento dos mercados de ações a curto prazo.
Numa altura em que os mercados estão em máximos históricos, uma possível escalada de tensão entre os Estados Unidos e o Irão poderá precipitar uma correção significativa nos mercados. De momento, a sensibilidade que os mercados têm tido em relação a este tema é evidente, embora relativamente moderada (ver evolução do S&P500 no gráfico abaixo).
Embora seja um tema de interesse é importante notar que, na eventualidade de uma escalada de tensão, a resposta certa não é necessariamente reduzir risco. A resposta poderá ser precisamente a contrária caso se chegue à conclusão que os mercados estão a sobre-valorizar o verdadeiro impacto económico de um potencial conflito (“Be fearful when others are greedy and greedy when others are fearful” – Warren Buffett). Em particular, a história diz-nos que a reposta dos mercados a situações de tensão no médio oriente tende a ser de curto prazo.
