O último trimestre de 2012 e bem-vindos a 2013

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A evolução dos mercados financeiros ao longo do passado mês de Outubro foi condicionada pela divulgação de resultados empresariais do 3º trimestre do ano, mas a principal causa da sua evolução foram as expectativas: expectativas em relação à resolução definitiva da crise europeia, em relação à criação da entidade europeia de supervisão bancária, à constituição do bad bank espanhol, ao fiscal cliff norte-americano e à situação grega. Na Cimeira Europeia de 18 de Outubro, apesar dum acordo de princípio quanto à implementação de uma união bancária europeia no decorrer do próximo ano, não ficou totalmente estabelecido em que condições o Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM) poderá participar directamente no processo de recapitalização da banca. Em Espanha, o governo de Rajoy mostrou-se determinado em adiar, enquanto as condições dos mercados assim o permitirem, o pedido formal de ajuda financeira externa, apesar de este cenário já estar completamente incorporado na valorização dos diferentes activos financeiros. Esta decisão justificava-se, em parte, pelas eleições regionais marcadas para Outubro e Novembro. A Grécia, de certa forma vista como um problema menor dada a sua reduzida dimensão, voltou a estar na mira dos investidores, com o aproximar de votações, quer para a aprovação de novas medidas de austeridade propostas pela Troika, quer do orçamento de 2013, votações estas agendadas para o princípio de Novembro.

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