Peso dos fundos mobiliários tem vindo a diminuir na carteira dos unit-linked

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Depois de termos verificado a relativa estabilidade que existiu no primeiro trimestre de 2023 no montante gerido por fundos de pensões e carteiras das seguradoras, olhamos agora para a política de investimentos, no período.

Segundo o último relatório da ASF sobre a Estabilidade Financeira do Setor Segurador e dos Fundos de Pensões, também a política de investimentos continua a evidenciar alguma "estabilidade", nomeadamente no que respeita ao perfil da carteira não afeta a seguros unit-linked. Os títulos obrigacionistas, diz o regulador, continuam a assumir a parcela maioritária do investimento, no caso 75%. Como se pode verificar na figura abaixo, a dívida pública perfaz 45% do total investido, enquanto a dívida privada compõe os restantes 30%.

Evolução da política de investimentos das empresas de seguros e dos fundos de pensões

Fonte: ASF, primeiro trimestre de 2023

Fundos mobiliários diminuem na carteira de unit-linked

Nas carteiras de ativos de unit-linked, por seu lado, a grande novidade teve que ver com o peso dos fundos mobiliários. A ASF demonstra que depois de em 2021 este tipo de produto ter crescido nas carteiras - até aos 55% de peso - a diminuição tem sido progressiva. Embora permaneçam como a classe maioritária, fecharam março de 2023 com uma preponderância de 51%. Fica visível na imagem em cima que, por outro lado, os títulos obrigacionistas avançaram desde final de 2022.

Relativamente aos fundos de pensões, a estabilidade também é a palavra usada. A entidade destaca apenas que nos primeiros três meses de 2023 existiu um "aumento da representatividade da dívida soberana e o decréscimo da dívida privada". Uma evolução que justificam, em "larga medida", com o efeito da extinção do Fundo de Pensões do Pessoal da Caixa Geral de Depósitos (FPCGD).