Douglas Renwick, director sénior e responsável pela análise de soberanos na Europa Ocidental, indicou os factores chave para a atribuição do 'rating' a Portugal. Por um lado, a Fitch aponta que a economia portuguesa tenha uma redução da recessão ao longo deste ano, mas mesmo assim, que exista uma contracção de cerca de 2%. Como riscos negativos estão, naturalmente, uma intensificação da recessão da República, uma diminuição menor do que o esperado do défice e maior incerteza relativamente a decisões políticas. Neste ponto, Renwick salientou que "o foco até agora foi muito pelo lado de políticas de austeridade associadas ao aumento de impostos, porque produzem efeitos mais imediatos, que a reforma e os cortes, já iniciados e que devem continuar, da despesa pública". O forte apoio de outros países da Europa e o anúncio, do verão do ano passado, do BCE para um apoio "incondicional" pela sobrevivência do euro são definidos como riscos positivos para Portugal. Em comparação com outros países do mundo que passaram por intensas crises financeiras, como países da América Latina, o responsável pela análise de soberanos, referiu que "para a maioria dos países europeus a ajuda não se findou na intervenção "solitária" do FMI".
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