Valor sob gestão em OICVM ultrapassa a barreira dos 15 mil milhões de euros

OICVM, Valor sob gestão em OICVM ultrapassa a barreira dos 15 mil milhões de euros

Os valores sob gestão dos OICVM não param de crescer e, em fevereiro, a CMVM reporta no relatório referente aos indicadores mensais dos fundos nacionais que o valor sob gestão dos fundos de investimento mobiliário ultrapassou a barreira dos 15 mil milhões de euros. Este valor representa um crescimento face a janeiro de 2021 de mais de 418 milhões de euros (+2,9%). Para além disso, os fundos de investimento alternativo seguiram a mesma tendência, visto que neste mês viram os seus ativos geridos subirem 1,2%, para os 306 milhões de euros.

OICVM, Valor sob gestão em OICVM ultrapassa a barreira dos 15 mil milhões de euros
Fonte: CMVM, fevereiro

Dívida pública nacional cresce quase 16%

Contrariamente ao que ocorreu em janeiro, mês em que foi a dívida estrangeira a subir, em fevereiro o destaque no que se refere ao tipo de investimento, vai para a dívida pública nacional no mix de ativos que compõe o universo de fundos portugueses. Neste sentido, o valor investido cresceu quase 16%, fixando o valor em 224 milhões de euros, um valor que só por si tem pouca expressão. Por outro lado, o valor investimento em dívida pública estrangeira decresceu em 1,5%, totalizando o valor em 1.390 milhões de euros.

É de recordar que no mês de fevereiro, Portugal emitiu 1.250 milhões de euros em mais um leilão de dívida de curto prazo.

INVESTIMENTO POR TIPO DE ATIVOS

OICVM, Valor sob gestão em OICVM ultrapassa a barreira dos 15 mil milhões de euros
Fonte: CMVM, fevereiro

As unidades de participação de fundos estrangeiros também cresceram, mas com pouca expressão (+4% face ao mês de janeiro). Ou seja, em termos numéricos, esta rubrica de investimento já vale quase 4.500 milhões de euros e representa 32% do total investido.

No relatório publicado pela CMVM podemos ver ainda o que se refere ao investimento em ações nacionais. Neste contexto, o título da SONAE foi o que registou maior crescimento face a janeiro (+9,3%), representando agora 9,2% do total investido, ou seja, é o título nacional com maior peso nas carteiras dos fundos portugueses, seguida de perto pela EDP com 9% do total investido.