BPI Gestão de Ativos lança os primeiros fundos nacionais classificados como artigo 9º da SFDR

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Créditos: Dan Meyers (Unsplash)

Movimento pioneiro no mercado nacional. A BPI Gestão de Ativos é a primeira gestora portuguesa a lançar para o mercado os primeiros fundos nacionais com objetivos de investimento sustentáveis. Por outras palavras, a gestora lançou os primeiros dois fundos que cumprem com os requisitos de transparência do artigo 9º da SFDR, o regulamento de divulgação de informações relacionadas com a sustentabilidade no setor dos serviços financeiros.

Foco na ação climática

Em comunicado, a entidade conta detalhes sobre os produtos. Os novos fundos são o BPI Impacto Clima – Ações e BPI Impacto Clima - Obrigações, e serão da responsabilidade da área liderada por Luís Alvarenga. Os produtos, escrevem, "vão proporcionar o acesso a investimentos em atividades que, na avaliação da BPI Gestão de Ativos, possam contribuir direta ou indiretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em particular, os relacionados com a ação climática".

A estratégia de ações - BPI Impacto Clima – Ações - "inclui empresas que estabeleçam metas climáticas ambiciosas, aumentem a sua eficiência energética, estejam alinhadas com targets científicos, ou promovam soluções de combate às alterações climáticas". No caso do fundo de BPI Impacto Clima - Obrigações, as obrigações verdes (green bonds) serão o foco do produto, a par das "obrigações ligadas a objetivos de sustentabilidade".

No mesmo comunicado a entidade revela ainda outro movimento para breve. Pretendem alargar a gama BPI Impacto Clima adicionando fundos multiativos à mesma. Esses produtos terão "diferentes níveis de exposição a ações, que estarão disponíveis para subscrição a clientes do Banco BPI".

Modelo de integração de riscos

O envolvimento da BPI Gestão de Ativos nestas matérias não é novo. Em 2019, recorde-se, a entidade aderiu aos Princípios de Investimento Responsável das Nações Unidas (PRI), e dois anos mais tarde formalizou a adesão ao United Nations Global Impact.

Na mesma informação agora divulgada, a BPI GA enfatiza que desenvolveu um modelo de Integração de Riscos de Sustentabilidade com base em três pilares fundamentais. Por um lado a "incorporação de aspetos ESG no processo de análise de investimentos e tomada de decisão"; por outro, "o envolvimento de longo prazo com as empresas em que investe, com maior participação nas decisões de governo (exercício dos direitos de voto)"; e, por fim, "o diálogo com empresas em questões materiais ou controversas relacionadas com critérios ESG".