Foi assim que os gestores dos quatro fundos de ações emergentes com maior exposição à Rússia reagiram

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Créditos: Michael Parulava (Unsplash)

À luz das vendas e das sanções ocidentais sobre o mercado e a economia russos, a Morningstar analisou as mudanças que ocorreram nas carteiras de mercados emergentes. Os analistas da empresa têm estado em contacto com os gestores de fundos de mercados emergentes globais que a Morningstar classifica mediante ratings, para conhecer a sua opinião sobre as ramificações do mercado e as medidas que tomaram nas suas carteiras. Este artigo revela os movimentos levados a cabo pelos profissionais que, no final de janeiro passado, estavam encarregues dos fundos de ações emergentes com maior exposição à Rússia.

GQG Partners Emerging Markets Equity

É uma estratégia da boutique GQG Partners gerida por Rajiv Jain. O produto tem um volume de ativos de cerca de 2.400 milhões de dólares. A 31 de janeiro, era o fundo com maior exposição ao mercado de ações russas. No final do ano passado, o peso na Bolsa de Moscovo era de 15,3%. A Sberbank e a Gazprom eram as suas principais posições. Estas empresas estavam mesmo entre as 10 maiores ações da carteira. Em 2022, face à incerteza, o gestor reduziu gradualmente a sua exposição à região, deixando-a em torno dos 3,7%.

Invesco Developing Markets

Gerido por Justin Leverenz, este produto da Invesco conta com um património líquido de 150 milhões de dólares. A participação do fundo na Rússia caiu para cerca de 4% no final de fevereiro, dos 8,14% que tinha no final de 2021. Era então o segundo produto com mais exposição ao país euroasiático. A Yandex e a Novatek são as suas principais apostas no mercado russo. Juntas representam 80% da exposição do fundo à Rússia. No caso da Novatek, era a quinta empresa com maior peso na carteira (4%). Apesar das ações de ambas as empresas terem caído, Leverenz continua a gostar delas.

Brandes Emerging Markets Value

Este fundo da Brandes, que tem 30 milhões de dólares em ativos sob gestão, é gerido por Christopher Garrett e Gerardo Zamorano. A exposição direta que detinham à Rússia no final de janeiro era de 7,8%. No mercado de ações russo, uma das suas maiores apostas era a Sberbank. Apesar da pesada punição que sofreram as ações da entidade, os gestores não acreditam necessariamente que o valor se tenha deteriorado permanentemente, dado que continua a ser o banco dominante na Rússia, com um balanço sólido apoiado por depósitos locais e uma rentabilidade de 22% sobre os fundos próprios.

Fidelity Emerging Markets

Dos quatro produtos analisados, este fundo da Fidelity International é o maior, com pouco mais de 5.300 milhões de dólares em ativos. O produto chegou à crise com uma posição de sobreponderação na Rússia em relação ao seu índice de referência (7,6% face aos 3,3% no MSCI Emerging Markets Index no final de janeiro). Desde então, os seus gestores – Nick Price e Amit Goel – conseguiram reduzir a sua posição no mercado de ações russas, com uma exposição direta ao país que é agora de 2%. Esta percentagem não responde a uma aposta num único valor. Na verdade, provém de cinco participações individuais: Sberbank, Gazprom, TCS Group, Novolipetsk Steel e Phosagro.