"Se a correção das classes de risco a nível global persistir, consequências económicas menos positivas poderão advir"

João Marques_2023
João Marques. Créditos: Cedida
O abrandamento do crescimento económico da China resulta de uma decisão estratégica de transição para uma economia mais baseada no setor de serviços e menos intensiva em investimento associado ao setor secundário. Consequentemente, decorre também um processo de rebalanceamento orientado para um perfil de crescimento mais baseado no consumo interno. Deste modo, tendo em conta os atuais níveis de excesso de capacidade instalada e as consequentes perspetivas de redução dos níveis de investimento, é de esperar que uma economia menos baseada em componentes cíclicas e exportadoras evidencie um regime de taxas de crescimento mais baixas, face ao verificado em anos anteriores. Ao nível do consenso de analistas, tem se verificado uma redução gradual das estimativas de crescimento económico, com os valores medianos a descerem, ao longo do último ano, de 7,00% para 6,90% e de 6,70% para 6,50%, para 2015 e 2016, respetivamente. Do mesmo modo, os dados económicos referentes à atividade industrial sinalizaram, ao longo de 2015,  uma desaceleração ao mesmo tempo que os indicadores avançados, mais mediáticos, PMI continuam a ditar um abrandamento deste setor. No entanto, as mesmas métricas PMI associadas aos serviços traduzem uma fase de ciclo mais positiva.

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