Que gestoras saíram reforçadas na indústria europeia, neste convulso primeiro trimestre?

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Créditos: Michael Kroul (Unsplash)

No meio da turbulência que os mercados estão a registar, tanto de ações como de obrigações, há gestoras que estão a conseguir com os seus fundos captações líquidas positivas a nível europeu. Em termos gerais, o ranking do Top 10 é liderado pela BlackRock. Segundo dados da Refinitiv, a empresa americana recebeu fluxos líquidos positivos entre janeiro e março no valor de 9.000 milhões de euros. É a principal manchete que nos deixa o primeiro trimestre, na corrida de quem ganha mais ativos.

Esse comportamento é explicado pelo grande interesse que os seus ETF estão a atrair. Os veículos da iShares registaram 16.300 milhões de euros de entradas líquidas no primeiro trimestre. Esse valor favorável foi reduzido pelas saídas de 7.300 milhões que sofreram os seus produtos de gestão ativa no mesmo período. A BlackRock destaca-se especialmente pelos fluxos líquidos registados pelas suas estratégias de ações, classe de ativos em que é líder no trimestre, com 21.300 milhões em captações.

A segunda gestora que mais atraiu fluxos líquidos foi a UBS AM. A empresa suíça acumula entradas trimestrais de 7.200 milhões de euros. A maior parte desse dinheiro foi para estratégias de gestão ativa, especialmente de rendimento fixo. A gestão passiva registou saídas líquidas de 1.000 milhões de euros. “A diferença nos fluxos de ETF entre a BlackRock (+16.300) e a UBS (-1.000) pode refletir a diferença entre um promotor de fundos independente e um detido por um banco, já que as vendas de ETF da UBS parecem ser afetadas por decisões de alocação de ativos do negócio de gestão de patrimónios da entidade”, explica Detlef Glow, diretor de Análise da Refinitiv para EMEA.

A terceira gestora que teve mais sucesso comercial na Europa neste arranque do ano é a Vanguard. Os 4.800 milhões de euros de captações líquidas acumulados pela entidade no primeiro trimestre estão distribuídos de forma bastante equilibrada entre o seu negócio de ETF e o de fundos indexados, sendo os primeiros os que mais procura registaram. Aproximadamente metade das entradas líquidas recebidas pela empresa americana na Europa dirigiram-se a estratégias de ações.

Muito próximo desta situa-se a Lumyna, a quarta entidade com mais entradas líquidas. O crescimento experimentado pela gestora cimentou-se nos seus fundos de gestão ativa. Concretamente, a entidade atraiu 4.700 milhões de euros entre janeiro e março. A maior parte do dinheiro foi reunido pelas suas estratégias de gestão alternativa, categoria onde a entidade lidera o crescimento europeu no primeiro trimestre. Captou nesta categoria 4.200 milhões de euros.

Segue-lhe a Invesco, com 4.300 milhões de fluxos líquidos positivos neste arranque do ano. É um crescimento baseado quase na totalidade no seu negócio de fundos cotados. No entanto, a entidade também se destaca pelo interesse que despertaram as suas estratégias de obrigações. Nesta categoria posiciona-se como a segunda entidade que mais entradas líquidas recebeu, com 1.600 milhões, apenas superada pela UBS AM.

Completam o ranking das 10 gestoras que mais fluxos líquidos receberam a nível europeu no primeiro trimestre a Union Investment, a Goldman Sachs AM, a Deka Investments, a Allianz Global Investors e a Swisscanto Invest. Todas essas conseguiram posicionar-se no Top 10 graças ao interesse que têm despertado entre os investidores europeus as suas estratégias de gestão ativa. Destacam-se especialmente a Allianz Global Investors e a Union Investment, que são as gestoras que mais entradas recebem na categoria de mistos. A primeira capta 4.700 milhões entre janeiro e março e a segunda 2.500 milhões.

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