Conselhos da EFAMA para melhorar a educação financeira na Europa

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Créditos: Charles Deluvio (Unsplash)

A Associação Europeia de Fundos de Investimento (EFAMA) publicou um relatório intitulado The European Asset Management Industry’s Engagement in Financial Education Initiatives, no qual dá cinco dicas para que a população tenha uma melhor educação financeira com o objetivo de que qualquer pessoa possa tornar-se investidora.

A primeira diz respeito à criação de um orçamento através da análise dos rendimentos e das despesas essenciais e não essenciais. A diferença entre esses rendimentos e as despesas conduzirá à poupança potencial, mas nem todas as poupanças podem ser alocadas ao investimento. Na verdade, sublinha que é necessário diferenciar entre três tipos de poupança: a que pode ser utilizada para imprevistos, a orientada para objetivos e a poupança para a reforma.

A segunda das dicas é começar a investir o mais rapidamente possível, devido aos benefícios oferecidos pelo efeito dos juros compostos. “O tempo é mais importante para aumentar o seu património do que o montante que investe, graças ao efeito do juro composto”, explicam. Além disso, argumenta que ser um investidor precoce permite multiplicar os ganhos e adquirir mais cedo conhecimentos sobre mercados e produtos financeiros.

O próximo conselho dado pela EFAMA é a necessidade de avaliar os riscos envolvidos num investimento e ter a noção que estes caem à medida que o prazo de investimento se prolonga. A este respeito, recomenda o equilíbrio dos investimentos entre ativos de risco (elevada rentabilidade potencial) e ativos seguros (menor rentabilidade potencial), bem como não se deixar levar pelos subidas e descidas no mercado. “A experiência mostra que vale a pena por os nervos de lado e esperar que o mercado recupere”, afirmam.

Neste equilíbrio de risco, a diversificação dos ativos desempenha também um papel fundamental, o de não colocar todos os ovos no mesmo cesto. Na verdade, este é o quarto conselho que dá: diversificar. Algo que é conseguido muitas vezes através de um fundo de investimento. “Os fundos de investimento captam e juntam o dinheiro de milhares de aforradores e investem-no em produtos que reduzem o risco. São geridos por um gestor de investimento especializado, cujo trabalho é trabalhar para que o seu dinheiro continue a crescer”, explica.

O último ponto diz respeito a como começar.  E aí dá várias opções, desde ir a um balcão de um banco até contratar um consultor ou abrir uma conta numa plataforma de investimento. Naturalmente, recomenda que, em todos os casos, seja feita uma série de perguntas:

  • Objetivos: Este investimento corresponde aos meus objetivos de investimento financeiro e sustentável/ético?
  • Risco: Quanto posso perder?
  • Recompensa: Quão rentável tem sido este produto ao longo do tempo?
  • Custo: Quais são os custos de compra, manutenção e venda deste produto de investimento?
  • Prazo: Seria difícil vendê-lo se eu precisasse do meu dinheiro imediatamente?
  • Informação: Onde posso saber mais sobre este investimento?
  •  Alternativas: Que outros investimentos podem oferecer?