A razão pela qual é muito provável que a inflação se mantenha acima dos objetivos da Fed

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Créditos: Aditya Vyas (Unsplash)

As previsões de inflação dos economistas têm estado acima do objetivo declarado pela Reserva Federal e, quando combinadas com os números reais, sugerem uma inflação sustentada a médio prazo. Embora a taxa de inflação atual (o Índice de Preços no Consumidor do Bureau of Labor Statistics registou 8,3% em abril de 2022) esteja muito abaixo do pico dos anos 80, Marco Pirondini, diretor de Ações e gestor de carteiras nos EUA, e Alec Murray, responsável pela gestão de carteiras de Ações de clientes, ambos da Amundi, acreditam que a inflação pode persistir acima do objetivo declarado da Fed de 2% por três razões.

Escassez de mão-de-obra

Os Estados Unidos têm escassez de mão-de-obra. “Uma forte recuperação do crescimento económico, aliada a uma população envelhecida e reformas antecipadas durante a pandemia, limitou a disponibilidade de mão-de-obra e aumentou os salários”, recordam.

Gastos com segurança energética e defesa serão inflacionados

O conflito entre a Rússia e a Ucrânia renovou o interesse pela segurança energética e defesa em todo o mundo. A Alemanha, por exemplo, anunciou que vai acelerar a construção de terminais de gás natural liquefeito (GNL). Fá-lo-á para reduzir a sua dependência do gás natural russo. Também aumentará a despesa em defesa para 2% do PIB. “Os gastos com segurança energética e defesa serão inflacionados”, dizem.

China já não exporta deflação

Durante anos, a China tem sido uma fonte de bens de baixo custo. Representou 18,6% das importações norte-americanas em 2020, de acordo com o Gabinete do Representante do Comércio dos EUA. No entanto, devido às baixas taxas de natalidade, a população em idade ativa da China atingiu o seu pico, de acordo com a Business Insider. “A diminuição da mão-de-obra traduzir-se-á num aumento dos preços de exportação para os Estados Unidos”, concluem.