Update do BlueBay Investment Grade Euro Government Bond: objetivo, filosofia e perspetivas de mercado

BlueBay Investment Grade Euro Government Bond, Update do BlueBay Investment Grade Euro Government Bond: objetivo, filosofia e perspetivas de mercado
Foto cedida

O BlueBay Investment Grade Euro Government Bond é um fundo de obrigações da BlueBay AM que este ano obteve a distinção do Selo FundsPeople, com a tripla classificação (Favorito dos Analistas, Blockbuster e Consistente). O fundo é gerido por Mark Dowding, diretor de Investimentos da entidade, e Kaspar Hense, gestor de carteiras sénior. O seu objetivo? Alcançar uma rentabilidade total superior ao índice Bloomberg Barclays Capital Euro Aggregate Treasury a partir de uma carteira de valores de obrigações com rating investment grade.

Lançado em dezembro de 2010, este é um fundo UCITS exclusivamente de posições longas que procura superar a rentabilidade do índice de referência Barclays Euro Aggregate Treasury em 150 pontos base anuais. O limite de tracking error é de 300 pontos base.

As fontes de rentabilidade

O fundo procura aproveitar diferentes fontes de alfa para gerar uma rentabilidade anual superior ao seu índice de referência. As sobreponderações e subponderações ativas adoptam-se face ao índice, dentro dos limites de exposição permitidos, para construir uma carteira muito diversificada de valores de obrigações. Os gestores estão autorizados a adotar posições não incluídas no índice, respeitando os limites de exposição objetiva relativamente ao índice de referência.

“Temos em conta o índice de referência, mas este não nos limita, temos flexibilidade para aproveitar oportunidades fora do índice de referência. Ainda que dois terços das entidades nas quais investimos devem ser da UE e com classificação de categoria de investimento, um terço pode ser de fora. Do total da carteira, 15% pode ter uma classificação inferior a investment grade”, explicam.

Os principais fatores de rentabilidade são a estrutura de taxas de juro na qual investem: alfa de crédito, beta de crédito e, em menor medida, as divisas. Estas são de até 10%.

Construção da carteira

O processo de construção da carteira parte da sua visão sobre cada título no qual investem do ponto de vista micro. A partir dali aplicam as suas ideias e convicções e adaptam-nas para refletir a perspetiva macro desejada.

“Utilizamos ativamente instrumentos derivados para proteger ou aumentar o retorno total do investimento. Entre outros, os contratos futuros de dívida pública, swaps de incumprimento creditício (CDS), swaps, opções e contratos sobre divisas a prazo. O fundo tem flexibilidade para assumir uma posição subponderada ou sobreponderada em relação ao índice de referência para gerar rentabilidades superiores positivas em todas as condições de mercado. Porém, é importante lembrar que este fundo sempre terá risco de crédito e de taxa de juro”, destacam.

Perspetiva atual do mercado

Na opinião de Dowding e Hense, a pauta da repressão financeira e estímulos foi o tema de investimento mais importante de 2020, já que as autoridades prometeram fazer tudo o que for necessário para suportar o crescimento económico durante a crise da COVID-19. “Não obstante, pensamos que os mercados poderão enfrentar mais obstáculos quando as perspetivas económicas melhorarem até ao ponto de as políticas mudarem para contemplar a eliminação do estímulo ou, pelo menos, não aumentar mais os balanços dos bancos centrais”.

A seu ver, atualmente, os investidores podem ter dificuldades para se opor, mediante investimentos, à Reserva Federal americana e ao Banco Central Europeu, pois ambos devem manter uma política monetária o mais flexível possível.

“Por enquanto, continuamos a pensar que as posições atuais da carteira têm um longo caminho a percorrer, com uma tendência positiva para crédito de beta mais alto e mercados emergentes. No entanto, será importante não perder de vista as valorizações e estar preparado para vender posições em tempos de solidez do mercado e refugiar-se, voltando-se, no seu devido tempo, para um posicionamento mais defensivo”.

“Neste contexto, parece possível que uma maior parte do nosso orçamento de risco tenda para posições curtas nos mercados de taxas conforme o ano avança, com menos risco de crédito, por exemplo, ou no mínimo com um maior foco no valor relativo”, concluem.