Os responsáveis de vendas das entidades gestoras internacionais voltaram às urnas para participar na sétima edição da votação que apura quem são os selecionadores portugueses favoritos.

2020 tinha quase tudo para correr bem. As perspetivas eram otimistas, embora cautelosas mas nada fazia prever que um surto na China rapidamente tomaria as proporções de uma pandemia e conseguisse dar um valente abanão às economias e sociedades de todo o mundo.

Na estrutura de negócio da gestão de ativos pouca coisa mudou, mas os desafios adensaram-se, tanto para os sales das gestoras internacionais, como para os selecionadores de fundos. Desta feita, não podia ser mais oportuno perceber quais destes últimos profissionais se destacam neste ambiente, em terreno nacional.

Assim, os responsáveis de vendas das gestoras internacionais que atuam em Portugal voltaram então a ser chamados às urnas para votar nos seus selecionadores de fundos favoritos. Nesta que já é a sétima edição da votação, ficámos a conhecer quem são os 28 magníficos, muitos deles presenças assíduas entre os preferidos.

Seguindo uma ordem alfabética, o top 20 é constituído por: Ana Onofre, da Montepio Gestão de Ativos, André Amado Pinto, da BPI Gestão de Ativos (pela quinta vez consecutiva), Carla Veiga, da GNB Gestão de Ativos (pela sétima vez consecutiva), Carlos Pinto, da Optimize IP, Duarte Francisco, da DWM do Millennium bcp (pela terceira vez consecutiva), Elisabete Pinto Pereira, do Novo Banco, Franklin Silva, (à data de realização deste artigo na da Golden Wealth Management, Guilherme Cardoso, da DWM do Millennium bcp, Guilherme Onofre Piedade, da Caixa Gestão de Ativos, Inês Oliveira, da DWM do Millennium bcp (pela sexta vez consecutiva), João Pina Gomes, do ABANCA, João Pisco, do Bankinter Research (pela segunda vez consecutiva), Luís Andrade, da IM Gestão de Ativos, Luís Sancho da BBVA AM, Marta Martins, da GNB Gestão de Ativos (pela segunda vez consecutiva), Miguel Taledo de Sousa, da Bankinter Gestão de Ativos, Renato Rocha, da Atrium, Ricardo Líbano, da IM Gestão de Ativos (pela terceira vez consecutiva), Rui Broega, do BiG (pela sétima vez consecutiva), e Rui Machado, da IM Gestão de Ativos (pela sétima vez consecutiva).

A forma como os selecionadores de fundos portugueses reagiram ao crash de março causado pela COVID-19, foi, para os responsáveis de vendas das gestoras internacionais, mais uma prova do seu grande valor e não pouparam elogios relativamente à forma como estes profissionais lidaram e geriram investimentos e expectativas na conjuntura causada pela COVID-19.

Liquidez

Nesta conjuntura de mercado, que se caracterizou por movimentos sincronizados de queda entre as diversas classes de ativos de risco, os profissionais inquiridos viram os selecionadores de fundos nacionais focarem-se nas verdadeiras questões técnicas, questões essas que ganham relevância em contextos de disrupção do normal funcionamento de merca- do. A correlação entre as classes de ativos foi um fator que os profissionais tiveram debaixo de olho, mas as principais preocupações que os sales auscultaram do lado dos selecionadores durante a crise prenderam-se com a liquidez dos fundos e solvência dos emitentes, em particular nos produtos de fixed income. O encerramento de estratégias e o swing pricing também estiveram frequentemente em cima da mesa, num período em que os profissionais nacionais se esforçaram para garantir a integridade dos retor- nos de todos os participantes.

Os responsáveis de vendas a operar em Portugal resumem, no entanto, as necessidades dos clientes numa palavra: informação. Porém, realçam também que estes profissionais privilegiaram a qualidade dessa informação ao invés da quantidade, solicitando apenas informações relevantes e concisas de que precisavam no momento.

Sangue-frio

Há, entre os responsáveis de vendas, unanimidade quanto às características que definem o trabalho dos se- lecionadores portugueses perante a volatilidade que assolou os mercados em 2020. A capacidade de manterem a calma e de adotarem uma postura analítica e profissional, até nos momentos mais turbulentos e incertos como na crise da COVID-19, é a qualidade que os vendas mais apreciam e que mais destacam no atual contexto, mas não é a única. Para os profissionais das gestoras internacionais, os selecionadores portugueses além de demonstrarem uma enorme sofisticação e uma grande capacidade de diligência na tomada de decisões, têm um profundo conheci- mento do mercado e dos fundos. Isto permitiu-lhes analisar corretamente as particularidades da correção vivida e, ao movimentarem pouco as carteiras, acabaram por beneficiar da recuperação do mercado.

Leia o artigo completo na revista 33 da FundsPeople: